Por Lúcia S. V. Costa Ramos
As bibliotecas são muito mais do que depósitos de livros — são territórios vivos de conhecimento, cultura e cidadania. São lugares onde o passado se encontra com o presente, onde histórias silenciosas ganham voz e onde o saber se democratiza, alcançando mentes curiosas, inquietas e apaixonadas por aprender.
Celebrar o Dia Mundial
das Bibliotecas é reconhecer o papel fundamental desses espaços na formação de
indivíduos críticos, conscientes e criativos. É lembrar que em cada prateleira
repousam ideias que mudaram o mundo, sonhos que atravessaram séculos e
respostas que ainda aguardam perguntas.
Apesar disso, ainda
existem unidades de universidades renomadas no Brasil que não reconhecem
plenamente o papel estratégico que as bibliotecas universitárias desempenham.
No entanto, elas são canais essenciais de acesso ao conhecimento e à
informação, atuando como centros de preservação e disseminação do saber em seus
mais diversos formatos — físicos e digitais. Grandes pensadores de todos os
tempos recorreram às bibliotecas como fontes de pesquisa, inspiração e
desenvolvimento intelectual. E continuam a fazê-lo. As bibliotecas seguem sendo
catalisadoras de novas ideias, laboratórios de pensamento e pilares para a
produção científica.
Esses espaços acolhem a
diversidade do pensamento humano. Educam, preservam, conectam, libertam. São
locais de inclusão social, inovação e resistência — especialmente em um país
onde o acesso à informação e à leitura ainda é desigual.
Hoje, mais do que
nunca, é preciso defender e valorizar as bibliotecas públicas, escolares,
universitárias e comunitárias e proteger o livro, a leitura, os profissionais
da informação e os leitores de todas as idades. Pois quem investe em
biblioteca, investe na base de uma sociedade mais justa, sábia e humana.
No dia 1º de julho,
celebramos as bibliotecas — mas também reafirmamos nosso compromisso com o
conhecimento livre, com a educação de qualidade e com o direito de todos a
pensar, imaginar e transformar.
Viva as bibliotecas.
Viva o saber. Viva quem abre um livro e muda sua história.