terça-feira, 1 de julho de 2025

Celebrar o saber, valorizar a memória, transformar o futuro


Por Lúcia S. V. Costa Ramos


As bibliotecas são muito mais do que depósitos de livros — são territórios vivos de conhecimento, cultura e cidadania. São lugares onde o passado se encontra com o presente, onde histórias silenciosas ganham voz e onde o saber se democratiza, alcançando mentes curiosas, inquietas e apaixonadas por aprender.

Celebrar o Dia Mundial das Bibliotecas é reconhecer o papel fundamental desses espaços na formação de indivíduos críticos, conscientes e criativos. É lembrar que em cada prateleira repousam ideias que mudaram o mundo, sonhos que atravessaram séculos e respostas que ainda aguardam perguntas.

Apesar disso, ainda existem unidades de universidades renomadas no Brasil que não reconhecem plenamente o papel estratégico que as bibliotecas universitárias desempenham. No entanto, elas são canais essenciais de acesso ao conhecimento e à informação, atuando como centros de preservação e disseminação do saber em seus mais diversos formatos — físicos e digitais. Grandes pensadores de todos os tempos recorreram às bibliotecas como fontes de pesquisa, inspiração e desenvolvimento intelectual. E continuam a fazê-lo. As bibliotecas seguem sendo catalisadoras de novas ideias, laboratórios de pensamento e pilares para a produção científica.

Esses espaços acolhem a diversidade do pensamento humano. Educam, preservam, conectam, libertam. São locais de inclusão social, inovação e resistência — especialmente em um país onde o acesso à informação e à leitura ainda é desigual.

Hoje, mais do que nunca, é preciso defender e valorizar as bibliotecas públicas, escolares, universitárias e comunitárias e proteger o livro, a leitura, os profissionais da informação e os leitores de todas as idades. Pois quem investe em biblioteca, investe na base de uma sociedade mais justa, sábia e humana.

No dia 1º de julho, celebramos as bibliotecas — mas também reafirmamos nosso compromisso com o conhecimento livre, com a educação de qualidade e com o direito de todos a pensar, imaginar e transformar.

Viva as bibliotecas. Viva o saber. Viva quem abre um livro e muda sua história.

 

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