terça-feira, 2 de setembro de 2025

Boletim de Setembro no AR!



Chegamos a edição de setembro com registros importantes de ações que aconteceram em nossa biblioteca. 

Vem ler!!!










 

terça-feira, 1 de julho de 2025

Celebrar o saber, valorizar a memória, transformar o futuro


Por Lúcia S. V. Costa Ramos


As bibliotecas são muito mais do que depósitos de livros — são territórios vivos de conhecimento, cultura e cidadania. São lugares onde o passado se encontra com o presente, onde histórias silenciosas ganham voz e onde o saber se democratiza, alcançando mentes curiosas, inquietas e apaixonadas por aprender.

Celebrar o Dia Mundial das Bibliotecas é reconhecer o papel fundamental desses espaços na formação de indivíduos críticos, conscientes e criativos. É lembrar que em cada prateleira repousam ideias que mudaram o mundo, sonhos que atravessaram séculos e respostas que ainda aguardam perguntas.

Apesar disso, ainda existem unidades de universidades renomadas no Brasil que não reconhecem plenamente o papel estratégico que as bibliotecas universitárias desempenham. No entanto, elas são canais essenciais de acesso ao conhecimento e à informação, atuando como centros de preservação e disseminação do saber em seus mais diversos formatos — físicos e digitais. Grandes pensadores de todos os tempos recorreram às bibliotecas como fontes de pesquisa, inspiração e desenvolvimento intelectual. E continuam a fazê-lo. As bibliotecas seguem sendo catalisadoras de novas ideias, laboratórios de pensamento e pilares para a produção científica.

Esses espaços acolhem a diversidade do pensamento humano. Educam, preservam, conectam, libertam. São locais de inclusão social, inovação e resistência — especialmente em um país onde o acesso à informação e à leitura ainda é desigual.

Hoje, mais do que nunca, é preciso defender e valorizar as bibliotecas públicas, escolares, universitárias e comunitárias e proteger o livro, a leitura, os profissionais da informação e os leitores de todas as idades. Pois quem investe em biblioteca, investe na base de uma sociedade mais justa, sábia e humana.

No dia 1º de julho, celebramos as bibliotecas — mas também reafirmamos nosso compromisso com o conhecimento livre, com a educação de qualidade e com o direito de todos a pensar, imaginar e transformar.

Viva as bibliotecas. Viva o saber. Viva quem abre um livro e muda sua história.

 

terça-feira, 20 de maio de 2025



Boletim do SDO: uma outra forma de se manter informado


O SDO FOUSP agora tem um boletim com informações sobre o cotidiano da nossa biblioteca. 

Venha ler!












Caso queira receber no e-mail, escreva para a gente: bibliotecasdofousp@usp.br











 

terça-feira, 13 de maio de 2025

 


Imagem do filme 1984

1984: um debate atual

"O Grande Irmão está de olho em você", frase marcante do romance 1984 de George Orwell, publicado em 1949, percorre toda a trama da obra definida como gênero literário distópico. 

Como primeiro livro do nosso clube de leitura, reunimos neste artigo alguns estudos da área sobre o impacto que a obra teve no literatura mundial.

Para o linguista Jean Pierre Chauvin (2020), "os romances distópicos, escritos entre as décadas de 1920 e 1950, foram inventados por escritores e escritoras conscientes dos limites e tensões do tempo em que viviam. [...] Não estamos a lidar com profetas, mas com artífices inventivos que captavam sinais vigentes em seu tempo e espaço", (p.84). 

Chauvin (2020) no enasio 1984 REVISITADO apresenta uma análise do romance estabelecendo diálogo com outras obras igualmente definidas no gênero da literatura distópica. Outro ponto  abordado por Chauvin (2020) refere-se ao aspecto das distopias partirem de pontos de vistas diferentes. 

Desta forma, deve-se observar, segundo o pesquisador, que "nem todas as ressalvas feitas aos sistemas totalitários, entre as décadas de 1930 ou 1940, seriam aplicáveis do mesmo modo ao mundo de 1990 para cá. Os totalitarismos continuam, mas sob novas roupagens, discursos e tecnologias" (Chauvin, 2020, p.84). 

Assim, Chauvin (2020), ao apresentar em seu ensaio outras vozes e interpretações sobre o romance, possibilita ao/a leitor/a de Orwell compreender os impactos da obra no período de sua publicação. 

Outra análise da obra realizada por Renata Kelli Modesto Fernandes e Flaviane Faria Carvalho em Linguagem e poder na ficção: uma análise crítica do discurso da obra 1984, de George Orwell, artigo publicado em 2021, na Revista Trem das Letras, 1984 é interpretado a partir da sua relação com a obediência que “é introduzida a partir de algo que eles [personagens] não veem e que já é consensualmente aceito - tal como se dá tradicionalmente nas relações familiares, assentadas no respeito à hierarquia existente” (Fernandes; Carvalho, 2021, p. 13).  

As autoras ao escolherem como metodologia a ACD, análise crítica do discurso, identificaram elementos desta distopia que se revelam no “interesse da dominação e controle do sistema político daquela sociedade ficcional” (Fernandes; Carvalho, 2021, p. 22).  

Para as autoras, a obra apresenta uma linguagem que “imprime uma importante característica de George Orwell: a de escritor engajado. O modo como opera a linguagem leva-nos a olhar para fora da obra, para o futuro e, ao mesmo tempo, a refletir o presente” (Fernandes; Carvalho, 2021, p.22).

Podemos, com isso, avançar no debate alcançando outras perspectivas como as que apresentam uma abordagem decolonial. Em 1984: COLONIALISMO E DISTOPIA de Paula Albuquerque, artigo publicado em 2023, a autora aproxima a obra de Orwell com os estudos decoloniais trazendo à tona as contribuições de intelectuais negros e negras como Sueli Carneiro, bell hooks e Achille Mbembe, e intelectuais indígenas como Jaider Esbell para, a partir de analogias, localizar os/as leitores/as nas relações das opressões que se constituem pela linguagem.  

Como se percebe, George Orwell com a sua obra 1984 suscitou muitos debates e interpretações, impactando a literatura mundial de uma forma única, tendo na linguagem sua principal estratégia de engajamento.

Nosso clube terá um início distópico! Vem ler com a gente!

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBUQUERQUE, Paula Beatriz Alves. 1984: Colonialismo e distopia. Revista V!RUS 26. v.2, 2023.

CHAUVIN, Jean Pierre. 1984 REVISITADO. Revista de estudos de cultura. São Cristóvão, SE. v. 2, n. 17, Jul. Dez. 2021, p. 81-92.

FERNANDES, Renata Kelli Modesto; CARVALHO, Flaviane Faria. Linguagem e poder na ficção: uma análise crítica do discurso da obra 1984, de George Orwell. Revista Trem de Letras. Alfenas, MG. V. 8, n.1, 2021.

 


segunda-feira, 14 de abril de 2025




14 de abril - Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva

    

O Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva foi criado, em 2004, pelo Sistema Conselhos de Psicologia. A educação é um direito, garantido por lei, devendo ser reafirmada sempre na sua perspectiva inclusiva, e assim, alcançar grupos sociais que foram historicamente excluídos dos sistemas formais de ensino como pessoas de baixa renda, de origem periférica, mães solo, pessoas pretas, pardas e indígenas, pessoas com deficiência, com transtornos mentais, pessoas idosas, pessoas trans, entre outros. A educação inclusiva se estende a todos os aspectos da vida humana.

    Aqui na Faculdade de Odontologia da USP temos o CAPE, o Centro de Atendimento a Pacientes Especiais, que dispõe de atendimento odontológico ambulatorial para pessoas com deficiência, realiza atividades de ensino para graduação e pós-graduação e desenvolve pesquisa científica clínica e laboratorial.

Estas três ações acontecem de forma simultânea e integrada, destacando o papel multiplicador do Centro na formação de profissionais.

Um pouco da história do CAPE:

O CAPE foi fundado em julho de 1989 pelo Prof. Dr. Ney Soares de Araújo, então vice-diretor da FOUSP e pelo diretor Prof. Dr. Myaki Issao (in memoriam), com o propósito de prestar atendimento ambulatorial a pacientes portadores do HIV, pacientes com distúrbios neuropsicomotores e portadores de doenças sistêmicas crônicas, além de realizar atividades de ensino para graduação e pós-graduação e desenvolver pesquisas científicas clínicas e laboratoriais. Atualmente tem a coordenação da Profa. Dra. Marina Helena Cury Gallottini.

Os atendimentos do CAPE englobam prevenção, semiologia, periodontia, dentística, cirurgia, endodontia, prótese dental e ortopedia funcional dos maxilares (em alguns casos). Neste momento, a triagem para novos pacientes encontra-se fechada. 

Saiba mais em: 

Site do CAPE FOUSP:

https://encurtador.com.br/ZECdr

Instagram:

https://www.instagram.com/cape_fousp/

quinta-feira, 10 de abril de 2025

"Monitoramento, infraestruturas e tecnologias: novos desafios na comunicação científica" destaca contribuição de bibliotecários da área científica. 

A comunidade acadêmica e os profissionais da informação já podem acessar a versão digital do livro "Monitoramento, infraestruturas e tecnologias: novos desafios na comunicação científica", recentemente publicado e disponível gratuitamente no Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

A obra reúne reflexões e estudos sobre os impactos das tecnologias emergentes na comunicação científica e no monitoramento da produção acadêmica, oferecendo um panorama atual e instigante para pesquisadores, bibliotecários e gestores de informação. Entre os destaques da publicação está o Capítulo 7, intitulado "Repositórios institucionais de produção científica: agregando valor com a implementação de indicadores relacionais complexos", de autoria dos bibliotecários Rubenildo Oliveira da Costa, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC-Campinas, e Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos, mestre e doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. 

O capítulo discute como os repositórios institucionais, tradicionalmente voltados para o armazenamento e a preservação da produção científica, podem ir além ao incorporar indicadores relacionais complexos, ampliando sua função estratégica nas instituições de ensino e pesquisa. 

Os autores apresentam uma análise crítica sobre os desafios e oportunidades na adoção dessas métricas, que contribuem para a visibilidade e valorização da produção intelectual das universidades. O livro completo está disponível para leitura e download gratuito no Repositório Institucional da UFBA, acessível pelo link: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41447. 

A publicação representa um importante avanço na discussão sobre a integração entre tecnologia, ciência da informação e políticas de comunicação científica, consolidando-se como uma leitura essencial para quem atua no campo.


Boletim de Setembro no AR!

Chegamos a edição de setembro com registros importantes de ações que aconteceram em nossa biblioteca.  Vem ler!!!